Como conviver com esse silêncio que só me trás insegurança?
Muitas vezes paro para refletir e me vem a sensação de falta.
Sinto que não sou o que sempre quis.
Sei que não tens a intenção de me assumir como um todo, que não sou a forma ideal, que é passageiro.
Espero que ao surgir a Lua, encontre aquilo que ama mais que tudo e que ainda não conheceu.
Em algum momento deixa transparecer certa vergonha de meus hábitos, nem sempre bons.
Me sinto incompleta por não poder te completar.
Penso em deixar o caminho livre, para que possas seguir em paz sem levar consigo a obrigação de estar aqui.
Talvez seja inevitável, talvez o melhor a se fazer.
Não há mais forças e nem prazer.
Entendo o por que procuras conforto em outra pessoa, e me doe muito.
Sei que os elogios aos outros são reais, apesar de negar.
Não há mais disposição para compreensão.
Não há diálogo na convivência.
Há sim, a distância, que ao meu ver aumenta a cada dia.
Palavras não valem mais que atitudes.
Os gostos quase nunca compartilhados e o interesse cada dia mais relapso.
Viver se escondendo, como quem protege a si e seus pertences.
Não há prazer desta forma.
Talvez tenha me iludido ao acreditar que o tempo transformaria certas coisas.
Mais uma vez feri meu coração.
Se isso é viver, dispenso!
Ja estou cansada, esgotada, estupefata.
No fundo poderia ser diferente.
E a esperança, pra onde foi desta vez?
Me doe, me mata, me corroê por dentro, cada vez que penso.
Por esse motivo evitei ao máximo.
Hoje vejo que ja se esgotou.


