10.15.2011

Enfim...


Como conviver com esse silêncio que só me trás insegurança?
Muitas vezes paro para refletir e me vem a sensação de falta.
Sinto que não sou o que sempre quis.
Sei que não tens a intenção de me assumir como um todo, que não sou a forma ideal, que é passageiro.
Espero que ao surgir a Lua, encontre aquilo que ama mais que tudo e que ainda não conheceu.
Em algum momento deixa transparecer certa vergonha de meus hábitos, nem sempre bons.
Me sinto incompleta por não poder te completar.
Penso em deixar o caminho livre, para que possas seguir em paz sem levar consigo a obrigação de estar aqui.
Talvez seja inevitável, talvez o melhor a se fazer.
Não há mais forças e nem prazer.
Entendo o por que procuras conforto em outra pessoa, e me doe muito.
Sei que os elogios aos outros são reais, apesar de negar.
Não há mais disposição para compreensão.
Não há diálogo na convivência. 
Há sim, a distância, que ao meu ver aumenta a cada dia.
Palavras não valem mais que atitudes.
Os gostos quase nunca compartilhados e o interesse cada dia mais relapso.
Viver se escondendo, como quem protege a si e seus pertences.
Não há prazer desta forma. 
Talvez tenha me iludido ao acreditar que o tempo transformaria certas coisas.
Mais uma vez feri meu coração.
Se isso é viver, dispenso!
Ja estou cansada, esgotada, estupefata.
No fundo poderia ser diferente.
E a esperança, pra onde foi desta vez?
Me doe, me mata, me corroê por dentro, cada vez que penso.
Por esse motivo evitei ao máximo.
Hoje vejo que ja se esgotou.


Não!


Estou perdida!
Não há mais caminho a se descobrir, não sei mais o que fazer.
Não sei mais de onde tirar forçar para continuar a viver.
Não! É tudo que tenho nos últimos tempos.
Tenho a consciência de que dei o melhor de mim, de que ainda tento dar.
Talvez o meu melhor seja muito pouco.
A sensação que tenho é a de que nunca serei o bastante.
Não sei expressar esse turbilhão de sentimentos que há dentro de mim.
Não sou capaz.
Apesar de que, não mudaria nada!
Há tempos se foi o prazer e a vontade de viver. porém continuo seguindo, como o sol que tem o dever de nascer e se por todos os dias.
Não há alegria, amor ou compreensão!
Há obrigação, trabalho e reclamação!
Não há ninguém em que se possa confiar as palavras, tampouco os sentimentos.
Não há ouvidos nem sequer atenção.
Foi-se o tempo daquelas tardes...
Ninguém se importa e nem se importará.
Todos só pensam em si.
Me iludo ao achar que os velhos tempos voltarão. 
Não!
Estou só!



Ontem sonhei com você.
Com nós e os outros.
Éramos amigos.
Havia um show e logo depois uma casa.
A rua era de paralelepípedos, a casa um sobrado com portões de ferro na cor cinza e era noite.
Todos assistiam a TV, não me recordo ao certo da programação, todos conversavam entre si, enquanto esperavam por ela.
O sofá era cor de laranja e de frente para ele, avistava-se uma escada e por lá ela desceu.
Era pequenina, cabelos longos e escuros, olhos redondos e ressaltados pela cor preta do lápis.
Te beijou e te olhou nos olhos, com um sorriso tímido.
Noutro instante estávamos sentados na calçada, observando a lua, somente eu e os outros.
Você e ela estavam do outro lado da rua, sentados sobre um pano,  se amando.
Apesar de doer, sabia que era o melhor para você, pois te dava tudo o que precisava, te completava.
Foi real, eu sei! Mesmo que por aquele instante.
Éramos amigos.

4.18.2011

Condescendência

As pernas doiam...


Dor


Era o que se sentia, depois do frio, calor, do longo caminho e do dessabor ao retornar ali.
O trago era profundo, fundo como o medo que corroía por dentro
Intenso, como o silêncio que insistia em exaurir escorrendo involuntariamente


Ódio e frustração


E o desejo de estar ali e tão breve se esvair
O amor que persistia restar, apesar...
Vontade súbita de partir
Proteção e afeto sempre tão presentes no ausente
Esperança, imaginação, contidas no interior daquela lata repleta de cores
Ora, agradeça! Pois de tudo depende
Entupiu, novamente



Condescendência:Atitude de uma pessoa que concorda com alguma coisa fazendo sentir que poderia recusar.

Oito

Como definir o significado de algo tão grande, como a palavra?
Grande por sua sutileza em transmitir uma mensagem, por sua facilidade em se espalhar e por sua força intensa.
Algumas delas são como pessoas, fazem parte de uma sociedade, apenas por complemento, sem causar impacto, passam desapercebidas. Outras transmitem um poder imenso, apesar do tamanho discreto.
São como estrelas, por menores que sejam, refletem a luz a milhares de quilômetros de distância.
Unidas, tem o poder de nos transportar para outras galáxias, nos mostrar outras culturas, lugares, sabores e nos proporcionar prazer.
Elas manipulam a mente, que de tão ingênua se deixa levar.
Ao redigir um livro o autor transmite seus pensamentos, ideias, valores, unindo milhares delas.
Ela é simplesmente o coração da comunicação. O oxigênio da leitura e o alimento do ser humano.
Assim como algumas pessoas, não tem definição, pela importância de sua história, a palavra não se define, pela magnetude de seu significado.